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ADMISSÃO

S – Subjetivo

Paciente admitido sob avaliação da equipe de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial após trauma facial, com relato de dor em face de intensidade [ ]/10, associada a [edema / deformidade / limitação de abertura bucal / alteração oclusal / epistaxe / diplopia / parestesia facial / hipoestesia em lábio inferior / dificuldade mastigatória / sangramento intraoral / dificuldade respiratória / queixa visual / cefaleia / outro].

Refere trauma ocorrido por [mecanismo], com impacto predominante em região [frontal / nasal / zigomática / orbital / maxilar / mandibular / mentoniana / múltiplos focos]. Nega/Refere perda de consciência, vômitos, amnésia do evento, otorragia, rinorreia, diplopia, turvação visual, dispneia, disfagia, odinofagia, dor cervical, outros focos álgicos ou trauma em outros segmentos corporais.

No momento da admissão, paciente encontra-se [lúcido / contactuante / orientado / sonolento], referindo principalmente [dor / alteração estética / prejuízo funcional / dificuldade de ocluir / visão dupla / obstrução nasal / limitação mandibular].

Antecedentes relevantes: [HAS / DM / cardiopatias / epilepsia / coagulopatias / cirurgias prévias / trauma facial prévio / uso de anticoagulantes / alergias / tabagismo / etilismo / outros].
Uso atual de medicações: [ ].
Alergias: [nega / descreve].
Jejum: [ ] horas.
Status vacinal antitetânico: [atualizado / desconhecido / incompleto].

 

I – Impressão diagnóstica

  1. Trauma facial agudo, com suspeita/confirmação de [fratura de mandíbula / complexo zigomático-orbitário / órbita / ossos nasais / Le Fort / naso-órbito-etmoidal / frontal / dentoalveolar / lesão complexa de partes moles], com repercussão [funcional / estética / neurossensorial / ocular / respiratória].

  2. Necessidade de vigilância e exclusão sistemática de lesões associadas potencialmente graves, especialmente comprometimento de via aérea, hemorragia relevante, lesão ocular, injúria neurológica associada e trauma cervical. Em trauma facial, essas prioridades antecedem a definição reconstrutiva. 

  3. [Se aplicável] Fratura facial com sinais clínicos de deslocamento, evidenciada por [deformidade / degrau ósseo / maloclusão / diplopia / enoftalmia / limitação de motilidade ocular / parestesia em território infraorbitário/mentoniano / crepitação / mobilidade óssea / alteração de projeção malar / telecanto traumático / obstrução nasal].

  4. [Se aplicável] Necessidade de tratamento cirúrgico a depender do padrão do traço, deslocamento, repercussão funcional, estabilidade, condição de partes moles e achados de imagem.

 

 

O – Objetivo

Estado geral

Paciente em [bom / regular] estado geral, [lúcido / orientado / responsivo], [eupneico em ar ambiente / em oxigenoterapia], hemodinamicamente [estável / instável], [afebril / febril].

Sinais vitais:
PA [ ] mmHg | FC [ ] bpm | FR [ ] irpm | SatO₂ [ ]% | Temp [ ]°C

Avaliação primária dirigida ao trauma

  • Via aérea: [patente / sem sinais de obstrução iminente / com edema progressivo / com sangramento ativo / com necessidade de monitorização intensiva].

  • Respiração: expansibilidade preservada, sem sinais imediatos de insuficiência ventilatória.

  • Circulação: perfusão periférica [preservada / reduzida], sem evidências iniciais de choque hemorrágico.

  • Neurológico: Glasgow [ ], pupilas [isocóricas / fotorreagentes], sem déficit focal grosseiro ao exame inicial.

  • Coluna cervical: [sem dor à palpação / em protocolo de proteção cervical até liberação pela equipe do trauma].

Exame físico facial e bucomaxilofacial

  • Assimetria facial em [terço superior / médio / inferior], com edema em região [ ].

  • Presença de [escoriações / equimoses / hematomas / ferimentos corto-contusos / lacerações / avulsões / enfisema subcutâneo].

  • À palpação, observa-se [dor localizada / crepitação / degrau ósseo / mobilidade patológica / afundamento / perda de projeção malar / instabilidade segmentar].

  • Exame ocular: [acuidade visual preservada referida / sem queixa visual aguda / diplopia / limitação de motilidade extrínseca / quemose / hemorragia subconjuntival / alteração pupilar / enoftalmia / exoftalmia / telecanto traumático]. Lesão ocular e alterações de motilidade precisam ser sistematicamente rastreadas no trauma médio da face e orbitário. 

  • Exame nasal: [sem deformidade importante / com desvio / edema / epistaxe / crepitação / obstrução nasal / suspeita de hematoma septal].

  • Exame mandibular: [oclusão preservada / maloclusão / mordida aberta / contato prematuro / desvio mandibular], abertura bucal de aproximadamente [ ] mm, com [trismo / dor / desvio à abertura]. Em trauma mandibular, alteração oclusal é um dos achados clínicos mais sensíveis e deve ser registrada de forma explícita. 

  • Exame intraoral: [lacerações em mucosa / hematoma de assoalho / degrau alveolar / fraturas dentárias / avulsão dentária / mobilidade dentoalveolar / sangramento gengival / exposição óssea / ferida contaminada].

  • Sensibilidade facial: [preservada / hipoestesia / parestesia] em território de [infraorbitário / mentoniano / alveolar inferior / supraorbitário]. O exame sensitivo e de nervos cranianos agrega valor porque fraturas faciais podem cursar com lesão neural periférica. 

  • Pares cranianos, no exame dirigido: [sem alterações evidentes / descrever].

  • ATM: [sem alterações relevantes / dor pré-auricular / limitação funcional / estalido / suspeita de fratura condilar].

Exames complementares

Tomografia computadorizada de face [com/sem reconstrução 3D]:
Evidencia [fratura em osso nasal / fratura do complexo zigomático-orbitário / fratura de assoalho orbitário / Le Fort I/II/III / fratura mandibular em sínfise/parassínfise/corpo/ângulo/ramo/côndilo / fratura NOE / fratura frontal / fratura dentoalveolar], com [deslocamento / afundamento / cominuição / perda de projeção / encarceramento muscular / redução de volume orbitário / múltiplos traços / exposição de foco / ausência de desvio relevante]. A tomografia é exame central na definição diagnóstica do trauma facial ósseo agudo.

[Se houver] Exames laboratoriais iniciais sem alterações críticas imediatas / com [descrever].

 

C – Conduta

  • Mantida internação hospitalar sob cuidados da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, em acompanhamento conjunto com [Trauma Geral / Neurocirurgia / Oftalmologia / Otorrinolaringologia / Ortopedia / Anestesia], conforme padrão lesional.

  • Monitorização clínica seriada, com atenção para via aérea, progressão de edema, sangramento, dor, função ocular, oclusão e estado neurossensitivo. Essa vigilância é particularmente importante em trauma médio da face e mandibular complexo. 

  • Cabeceira elevada, crioterapia local, analgesia multimodal e medidas de suporte conforme protocolo institucional.

  • Dieta [zero / líquida / pastosa], conforme padrão da lesão, risco anestésico e programação terapêutica.

  • Antibioticoprofilaxia/antibioticoterapia quando indicada por [fratura exposta / comunicação com cavidade oral / laceração contaminada / protocolo institucional].

  • Solicitada/complementada documentação fotográfica clínica e revisão detalhada das imagens, para definição de estratégia terapêutica.

  • Programado tratamento [conservador / redução fechada / redução aberta e fixação interna / reparo de partes moles / reconstrução orbital / bloqueio maxilomandibular], a depender de estabilidade do traço, deslocamento, repercussão funcional, comprometimento ocular, deformidade e condição clínica global. Em geral, a decisão definitiva depende do padrão anatômico da fratura e do impacto funcional objetivo, não apenas da dor ou do edema. 

  • Paciente e/ou responsável esclarecido(s), em linguagem compatível, quanto ao quadro clínico, hipóteses diagnósticas, necessidade de observação/internação, possibilidade de intervenção cirúrgica e riscos inerentes, incluindo dor, edema, sangramento, infecção, cicatriz, parestesia/hipoestesia persistente, diplopia, distúrbio oclusal, sequelas funcionais/estéticas e eventual necessidade de reabordagem.

  • Segue em observação especializada e reavaliação seriada.

PRESCRIÇÃO E EXAMES

  • Dipirona 1 g IV 6/6 h

  • Ibuprofeno 600 mg VO 8/8 h, se não houver contraindicação a AINE

  • Dexametasona 4 mg IV 8/8 h por 24–48 h

  • Ondansetrona 4 mg IV 8/8 h se necessário

  • Omeprazol 40 mg IV 1x/dia, se usar AINE/corticoide ou houver risco GI

  • SF 0,9% ou Ringer Lactato 25–30 mL/kg/dia

  • Cabeceira elevada a 30°

  • Crioterapia local

  • Dieta líquida/pastosa conforme tolerância

  • Clorexidina 0,12% 2–3x/dia se houver componente intraoral

Antibiótico – escolher 1 conforme cenário

  • Cefazolina 2 g IV 8/8 h → profilaxia perioperatória mais padrão

  • Ceftriaxona 1–2 g IV 1x/dia → opção quando você quiser esquema mais cômodo/institucional, mas não é a primeira escolha universal para trauma facial simples 

  • Clindamicina 900 mg IV 8/8 h → se alergia a penicilina

  • Mandíbula aberta/comunicação intraoral/ferida contaminada: antibiótico curto faz mais sentido; em fraturas faciais fechadas e não operatórias, não usar antibiótico de rotina 

Versão mais enxuta ainda

  • Dipirona 1 g IV 6/6 h

  • Ibuprofeno 600 mg VO 8/8 h

  • Dexametasona 4 mg IV 8/8 h por 24–48 h

  • Ondansetrona 4 mg IV se necessário

  • Omeprazol 40 mg IV 1x/dia

  • SF 0,9%/RL 25–30 mL/kg/dia

  • Cefazolina ou ceftriaxona ou clindamicina

  • Cabeceira 30°, gelo local, dieta conforme tolerância

 

EXAMES:

 

TC de face/ossos da face

Hemograma

Coagulograma

Ureia, creatinina, sódio e potássio

Glicemia

ECG

RX de tórax

EVOLUCAO

S – Subjetivo

Paciente em acompanhamento diário pela equipe de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, em tratamento por trauma facial com diagnóstico de [fratura mandibular / fratura do complexo zigomático-orbitário / fratura nasal / Le Fort / fratura orbitária / trauma facial com lesão de partes moles / múltiplas fraturas faciais].

No momento, refere dor em região [ ] de intensidade [ ]/10, [com melhora / estável / piora] em relação à avaliação anterior, sob uso de analgesia prescrita. Refere ainda [edema facial / dificuldade para mastigação / limitação de abertura bucal / alteração oclusal / parestesia / diplopia / obstrução nasal / dor ocular / disfagia / odinofagia], com evolução [favorável / inalterada / desfavorável].

Nega, no momento, [dispneia / piora do edema cervical / febre / sangramento ativo / piora visual / náuseas / vômitos / nova queixa neurológica].
Aceitação de dieta [preservada / parcial / prejudicada]. Sono e repouso [adequados / prejudicados pela dor].

I – Impressão diagnóstica

  1. Paciente com evolução em acompanhamento por trauma facial, atualmente [estável / em melhora clínica / demandando maior vigilância], sem/ com sinais de complicação imediata.

  2. Mantém repercussão funcional em [oclusão / abertura bucal / motilidade ocular / sensibilidade facial / mastigação / permeabilidade nasal], compatível com o padrão lesional previamente documentado.

  3. Segue sem/ com evidências clínicas de comprometimento agudo de via aérea, infecção secundária, piora ocular ou descompensação sistêmica. Em trauma facial, essas complicações precisam ser reavaliadas diariamente, especialmente em fraturas do terço médio e fraturas mandibulares complexas. 

  4. [Se aplicável] Mantida indicação de tratamento cirúrgico / seguimento conservador / observação seriada, conforme estabilidade clínica e programação terapêutica.

O – Objetivo

Estado geral

Paciente em [bom / regular] estado geral, [lúcido / orientado / contactuante], [eupneico em ar ambiente / em suporte de O2], hemodinamicamente [estável / instável], [afebril / febril].

Sinais vitais:
PA [ ] mmHg | FC [ ] bpm | FR [ ] irpm | SatO₂ [ ]% | Temp [ ]°C

Exame dirigido da face

  • Edema facial em [ ] [discreto / moderado / importante], com [melhora / manutenção / piora] em relação ao dia anterior.

  • Equimose/hematoma em [ ] [em resolução / persistente].

  • Feridas/lacerações em [ ] com [bom aspecto / sem sinais flogísticos / hiperemia / secreção / deiscência].

  • À palpação, mantém [dor localizada / degrau ósseo / mobilidade / crepitação], sem novas alterações relevantes.

Exame funcional

  • Via aérea: patente, sem sinais atuais de obstrução / sob vigilância por [edema / trauma médio da face / limitação de abertura bucal]. A avaliação seriada da via aérea permanece prioritária no trauma facial. 

  • Oclusão: [preservada / com maloclusão persistente / com melhora do engrenamento / com contato prematuro em ]. Em fraturas mandibulares, a estabilidade da oclusão deve ser verificada no seguimento. 

  • Abertura bucal: aproximadamente [ ] mm, com [trismo leve/moderado/importante / melhora em relação à avaliação prévia]. Após períodos de MMF ou limitação funcional, exercícios e metas de abertura podem ser necessários; a AO cita meta típica de cerca de 40 mm em 4 semanas no contexto de reabilitação. 

  • Sensibilidade facial: [preservada / parestesia / hipoestesia] em território de [infraorbitário / mentoniano / alveolar inferior], [estável / em melhora / piora].

  • Exame ocular [se aplicável]: acuidade visual referida preservada, sem diplopia / com diplopia persistente; motilidade extrínseca [preservada / limitada]; sem sinais clínicos de alarme ocular no momento. Alterações visuais, diplopia e limitação de motilidade são sinais relevantes no seguimento de fraturas orbitárias e zigomático-orbitárias. 

  • Exame nasal [se aplicável]: [sem epistaxe / sem obstrução importante / com edema residual].

Exame intraoral

  • Mucosas [íntegras / com laceração em cicatrização / com edema local].

  • Higiene oral [adequada / regular / inadequada].

  • Ausência/presença de sinais de infecção local: [secreção, hiperemia acentuada, halitose, dor progressiva]. No seguimento de fraturas mandibulares tratadas, a AO destaca a importância de checar infecção de ferida e higiene oral em cada revisão. 

Exames complementares

  • [Sem novos exames no período.]
    ou

  • [TC/RX/controle laboratorial] demonstrando [estabilidade dos achados / sem novas alterações relevantes / descrever].

  • Quando operado, radiografias/controle de imagem costumam ser realizados nos primeiros dias e, em curso sem intercorrências, novo controle pode ser feito em 4–6 semanas, conforme técnica e protocolo. 

C – Conduta

  • Mantido acompanhamento diário pela Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

  • Seguir com analgesia, medidas anti-edema, cabeceira elevada e cuidados locais conforme prescrição.

  • Manter dieta [líquida / pastosa / conforme tolerância], com orientação de proteção funcional da região traumatizada.

  • Reforçados cuidados com higiene oral e manejo da ferida operatória/intraoral, pois isso faz parte do seguimento adequado e reduz risco infeccioso. 

  • Manter vigilância para sinais de alarme: piora do edema, dispneia, febre, secreção purulenta, piora da oclusão, aumento do trismo, alteração visual, dor desproporcional.

  • [Se aplicável] Programado tratamento cirúrgico para [data] / mantido tratamento conservador / mantida observação clínica / solicitar parecer de [Oftalmologia / Neurocirurgia / ORL / Trauma].

  • [Se aplicável no PO] Estimular mobilização mandibular/fisioterapia orientada, conforme etapa do tratamento. 

• • Segue internado, estável, em reavaliação seriada.

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